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11dez19
MARCADO EM: destaqueNotícias

Neste momento, no próximo ano, Taylor Swift pode soar um pouco diferente.

Se você está acompanhando o vai e vem entre Swift e os agora proprietários de seus seis primeiros álbuns (para quem voltaremos), você saberá duas coisas com certeza: ela não está feliz por não possuir os direitos registrados (masters) desses álbuns; e em novembro de 2020, ela terá permissão contratual de regravar seus maiores sucessos – algo que ela parece determinada a fazer.

Por uma questão de clareza, vale a pena recapitular rapidamente essa situação, focando no contexto da indústria que, sem dúvida, é deixado de fora da narrativa:

  • Nos últimos anos, começaram rumores de que a gravadora indie de Nashville, Big Machine Label Group, estaria à venda no círculo de negócios da música, com o Universal Music Group sendo o comprador mais provável. No entanto, em 30 de junho, foi anunciado que a Ithaca Holdings, liderada pelo gerente de Justin Bieber, Scooter Braun, e apoiada pela gigante de private equity (empresa de capital privado) Carlyle Group, havia de fato adquirido a Big Machine por cerca de US $ 300 milhões. A Universal, ao que parecia, havia sido contratada pelo gerente de alguns de seus maiores artistas;
  • Essa notícia veio sete meses depois que Swift esnobou a Big Machine ao recusar um novo contrato de gravação com a empresa. Em vez disso, ela assinou um contrato direto com o Universal Music Group (e a Republic Records) para seu material futuro, incluindo o álbum que agora conhecemos como Lover. Fundamentalmente, a UMG permitiu a Swift ter os direitos de suas futuras músicas – algo que não fazia parte de seu contrato anterior com a Big Machine;
  • Desde a compra da Big Machine pela Ithaca neste verão, Swift criticou publicamente Braun e o homem que a contratou aos 15 anos de idade para a Big Machine, Scott Borchetta. Os dois lados não concordam muito, mas parece haver algum consenso, pelo menos, em um único detalhe importante. Swift admite que Big Machine deu a ela a oportunidade de adquirir seus direitos, mas com uma condição – que ela assinasse um novo contrato com a BM (ou seja, recusar seu contrato com a Universal), que a faria “ganhar um álbum de volta para cada um que entregasse”.

Essa narrativa ajuda a entender as possíveis motivações (e agravações) lideradas pelos negócios de cada parte. A regravação rápida de seus hits criaria claramente outro ponto de discussão – mas parece provável que isso aconteça.

Em agosto, Swift indicou à CBS News que ela pretende regravar alguns, se não todos, seus LPs da Big Machine. “É algo que estou realmente empolgada em fazer, porque meu contrato diz que a partir de novembro de 2020 eu posso gravar álbuns de um a cinco novamente”, disse ela. Em um tweet de 14 de novembro, Swift reafirmou seu plano. Ela alegou que regravar seus sucessos no próximo ano era algo que “tenho permissão legal para fazer e estou ansiosa por isso”.

Aqui, três pessoas que trabalham no ramo da música e tem experiência pessoal como artistas que regravaram músicas dão sua opinião – e oferecem conselhos diretos a Swift.

Glenn Tilbrook, vocalista e co-compositor, Squeeze

Depois de ser formado no final dos anos 70, o grupo britânico Squeeze gravou uma série de hits, incluindo “Cool for Cats” e “Up the Junction”, alcançaram a segunda posição no Reino Unido em 1979. O maior sucesso do Squeeze nos charts dos EUA veio com o ‘Hourglass’ (1987), que chegou ao número 15 na Billboard Hot 100. Os oito primeiros álbuns da banda foram todos assinados com a A&M e, como resultado, pertencem ao Universal Music Group hoje.

Em 2010, Squeeze regravou uma série de sucessos no álbum ‘Spot the Difference’. O plano, segundo Glenn Tilbrook, foi motivado financeiramente. Geralmente, quando as músicas do Squeeze são “sincronizadas” com filmes, programas de TV ou anúncios, ele diz, o agente da publicidade paga a remuneração à Universal, que paga uma parte desse dinheiro ao Squeeze com base no histórico do contrato.

“Foi um pontapé econômico”, diz Tilbrook. “Nosso argumento era que [as empresas de mídia com intenção de sincronizar os hits do Squeeze] poderiam nos pagar metade do que pagavam à Universal – elas seriam mais baratas, mas nós receberíamos o dinheiro. Todo mundo ganha.

Ele acrescenta: “Sabíamos que não conseguiríamos as músicas mestre da Universal. Pensamos, então, que poderíamos criar reproduções fiéis de algumas das nossas músicas mais populares e oferecê-las como alternativa.

No entanto, Tilbrook disse: “10 anos depois, elas não tiveram nenhum reconhecimento.” Também pode-se observar que, ao procurar por Squeeze em serviços como o Spotify, as músicas regravadas não estão destacadas – você só as encontra se cavar a discografia da banda. Tilbrook acredita que a falta de sincronização e streaming de Spot the Difference seja devido ao poder de uma grande gravadora como a Universal, para garantir que suas próprias gravações sejam priorizadas?

“Absolutamente”, ele responde. “Eles, sem dúvidas, têm poder e claro que eles o usam de todas as maneiras possíveis para manter sua posição no mercado – é disso que se tratam os negócios”.

Ele acrescenta: “Meu conselho para Taylor Swift é: É necessário muito tempo, dinheiro e causará problemas regravar as canções fielmente, e eu questionaria qual seria o resultado esperado. Se ela fizer isso e sair ilesa, é claro, apoio 100% seu esforço.”

Allen Kovac, fundador da Better Noise Music

Allen Kovac tem uma perspectiva singular sobre o assunto das gravações mestres. Ele, entre outros, é o empresário da Mötley Crüe, que adquiriu seus mestres de volta da gravadora Elektra, em uma jogada sem precedentes no final dos anos noventa. Kovac também é empresário da Blondie – que lançou 11 regravações de seus maiores sucessos em 2014, incluídas como bônus no álbum de estúdio ‘Ghosts of Download’.

Embora Kovac se recuse a discutir sobre Blondie, ele tem uma visão estridente da situação atual de Swift: “[Swift] já tomou a decisão de seguir em frente [da Big Machine]. No minuto em que ela fez isso, ela perdeu seu poder…. Algo quebrou. Ela não recebeu o tipo de conselho que permitiria que todos saíssem ganhando.

Kovac diz que, no caso da Mötley Crüe, ele negociou com a então chefe da Elektra, Sylvia Rhone, estabelecendo um acordo não muito diferente da oferta que a Big Machine aparentemente fez à Swift. “Quando Sylvia Rhone decidiu não acreditar na banda, eu disse: ‘Bom, em vez de pagar a eles um adiantamento de oito dígitos [para gravações futuras], você fica com esse dinheiro – vamos levar US $ 2 milhões [ao invés], e vamos levar todos os mestres’”, diz Kovac. “Isso é um acordo; isso é uma transação.”

“Qual é a transação de Taylor Swift? Ela está dizendo: ‘Vou lhe dar mais seis álbuns, vamos dividir?’ Ou ela só queria seus mestres de volta porque ela é Taylor Swift? Por que alguém que investiu nela na adolescência precisa apenas dar a ela? Até os Beatles não são donos de seus mestres. ”

No que diz respeito às regravações, Kovac não está convencido. Ele estima que “a regravação faz uma média de 10% a 20% do que a música original faz” em termos de receita. Sua gravadora já teve uma JV com uma agência de publicidade, diz ele, onde aprendeu que sempre que uma regravação era feita para economizar dinheiro, “era recusada pela empresa que queria utilizá-la ou pelo departamento de criação.”

Ele acrescenta: “Quando você regrava, você captura a mesma atmosfera? Você tem a mesma banda? O mesmo estúdio? O que você está tentando fazer – dizer aos seus fãs, “Não escutem as músicas que vocês já amam’? Não conheço fãs assim… Se você pudesse me mostrar [um artista para quem] deu certo, diria que é uma ótima ideia e que todos deveriam fazer; mas não vi nenhuma evidência disso.”

Justin Kalifowitz, fundador e CEO da Downtown Music Holdings

A Downtown Music Holdings é proprietária da plataforma de distribuição digital CD Baby, além de uma das maiores editoras independentes de música do mundo, representando compositores vencedores do Grammy, incluindo Jason Isbell, Ryan Tedder (Adele, Beyoncé) e Jimmy Napes (Sam Smith, Stormzy).

Os editores de música estão no negócio de músicas, em vez de gravações; em geral, quanto mais gravações um artista deseja fazer, melhor para o mundo da publicação musical.

Discutindo a situação de Swift em relação à história das regravações, Kalifowitz diz: “Considere o fato de que uma única gravação mestre é apenas uma interpretação possível de um copyright de uma música, aberta para reinvenção infinita.

“Artistas regravando músicas para diferentes gravadoras é uma prática feita há décadas. Veja Frank Sinatra, que gravou diferentes arranjos de “I Concentrate On You” de Cole Porter para Columbia em 1947, Capitol em 1960 e, finalmente, para a gravadora que ele fundou, Reprise, em 1967.

“De fato, foi a versão Reprise exibida na inovadora colaboração da bossa nova Francis Albert Sinatra e Antonio Carlos Jobim, que teve, sem dúvidas, o maior impacto: o álbum foi indicado ao Grammy.”

Quando perguntado se ele acredita que Swift pode ter sucesso em regravar seus hits clássicos, Kalifowitz responde: “Claro. E considerando a força das composições de Taylor, as opções são infinitas.

“Desde que ela respeite os termos de seus contratos de gravação, como ou se ela optar por revisitar as músicas de seu catálogo, é uma decisão totalmente dela.”

Matéria publicada pela Rolling Stone e Tradução feita pelo site: Taylor Swift Brasil.

Post por: taylorswiftnbr
16nov19
MARCADO EM: destaqueNotícias

Na batalha de mídia que vem acontecendo nas últimas 15 horas, Taylor Swift negou a alegação da Big Machine Records de que a empresa “não tentou impedi-la de usar material de seus primeiros álbuns”, (que agora são propriedade da gravadora) nos próximos especiais de televisão.


Swift havia feito essas acusações contra a empresa na noite de quinta-feira, afirmando que estava sendo proibida de utilizar suas músicas da era Big Machine nos próximos American Music Awards e em um documentário da Netflix. A Big Machine negou essas alegações em um sentido geral, mas não específico, em um comunicado divulgado nessa sexta-feira.
A Big Machine também alegou que Swift deve a empresa “milhões de dólares e múltiplos ativos”, o que a cantora negou afirmando que na verdade é a Big Machine lhe devia quase 8 milhões em royalties não pagos. Na declaração mais recente, um representante de Swift escreveu: “A verdade é que, em 28 de outubro de 2019 às 17h17, o vice-presidente de gerenciamento de direitos e negócios da Big Machine Label Group enviou a equipe de Taylor Swift o seguinte aviso: ‘Esteja ciente de que o BMLG não concordará em emitir licenças para gravações existentes ou renúncias às restrições de regravação relacionadas a esses dois projetos: O documentário da Netflix e o Double Eleven’ (um evento na China em que Swift se apresentou na semana passada)”.
“Para evitar uma discussão sobre direitos, Taylor apresentou três músicas de seu novo álbum ‘Lover’ no evento Double Eleven, pois ficou claro que o Big Machine Label Group sentiu que qualquer apresentação televisionada de músicas do catálogo violava seu acordo. Além disso, ontem, Scott Borchetta, CEO e fundador do Big Machine Label Group, negou categoricamente o pedido do American Music Awards e da Netflix. Observe que, na declaração da Big Machine, eles nunca negam a afirmação de Taylor na noite passada em seu comunicado. Por fim, a Big Machine está tentando desviar a atenção e ganhar dinheiro com isso dizendo que Taylor deve a eles, mas um auditor profissional independente determinou que a Big Machine deve a Taylor 7,9 milhões em royalties não pagos ao longo de vários anos.”
A Variety viu um documento que parece confirmar as alegações de Taylor sobre a Big Machine negar o uso de suas músicas, embora sua autenticidade não possa ser verificada imediatamente de forma independente.
Swift diz em suas postagens que a equipe da Big Machine disse a ela que só seria permitido o uso de suas músicas antigas se ela concordasse em não grava-las novamente no futuro e se concordasse em não falar negativamente da empresa.
Normalmente a execução de material mais antigo ao vivo que agora está nas mãos de outra gravadora não deveria exigir permissão, porém Swift afirma que Borchetta e Braun estão dizendo que a apresentação de qualquer uma de suas músicas antigas nos AMAs entra em, com suas palavras, “regrava-las antes que eu possa no ano que vem”.
Ela também disse que Scott e Scooter recusaram o uso de suas músicas mais antigas ou cenas de performances ao vivo para o documentário da Netflix. Seu contrato com a Big Machine afirma que ela não poderá regravar material de seu período com a gravadora até Novembro do próximo ano.
Analisando a declaração da Big Machine, essas alegações específicas de Taylor não são completamente negadas. Eles dizem que “em nenhum momento dissemos que Taylor não poderia cantar no AMA ou em seu especial da Netflix”, mas não pediu permissão para usar músicas da era Big Machine em aqueles shows. Eles também dizem que “continuaram a atender a todos os pedidos dela para licenciar seu catálogo para terceiros”, mas não abordam os dois usos propostos em questão. (O representante de Braun e da Big Machine não respondeu ao pedido da Variety para mais esclarecimentos.)
Em seguida, passam a falar sobre a relação conturbada entre Swift e a gravadora, que surgiu na época em que a Braun comprou a empresa por 300 milhões, em 30 de junho deste ano.
Naquele dia, Swift postou um desabafo nas redes sociais no qual disse que estava “triste e enojada” pelo acordo, que inclui os direitos de todo o seu catálogo até a “Reputation” de 2017. Ela chamou o acordo de “meu pior cenário”, disse que sempre desconfiou dele e o acusou de fazer bullying com ela, referenciando um post no Instagram em que Bieber, Braun e Kanye West – com quem Swift estava brigando amargamente e publicamente na época – estavam juntos em uma foto com a legenda “Taylor Swift what up”. Bieber se desculpou pelo post após isso.
“Durante anos implorei por uma chance de possuir meu trabalho”, ela começa o desabafo, “em vez disso, tive que renovar sempre meu contrato com a Big Machine Records e ‘ganhar’ um álbum de cada vez, um para cada novo que eu entreguei. Fui embora porque sabia que depois que assinasse o contrato, Scott Borchetta venderia o rótulo, vendendo assim a mim e ao meu futuro. Eu tive que fazer a escolha excruciante de deixar para trás o meu passado.”
Swift alega ter sido pega de surpresa pelo acordo, o que parece questionável, já que seu pai era acionista da Big Machine e os rumores no setor eram quase inevitáveis ​​nas semanas anteriores ao ocorrido, mas é possível que a família tenha fechado os olhos deliberadamente.
A cantora disse que vai regravar e lançar seu material anterior quando a cláusula do contrato tiver acabado no próximo ano – uma jogada de Taylor para desvalorizar seu catálogo inicial, que agora é propriedade da empresa de Braun – embora isso aconteça ou não (há a possibilidade de uma regravação realmente estimular as vendas dos originais). Só podemos esperar para saber.
Matéria publicada pela Variety e traduzida na íntegra pelo site (TSBR)

Post por: taylorswiftnbr
15nov19
MARCADO EM: destaqueNotícias
Taylor Swift está livre para cantar no AMAs – BM não pode parar ela

Taylor Swift está reclamando que foi impedida de cantar seus primeiros sucessos durante os AMAs por causa de sua antiga gravadora, Big Machine, mas a gravadora nos diz que ela está completamente errada. Taylor pode cantar todo o seu catálogo, se quiser. Um executivo da Big Machine disse ao TMZ: “Taylor Swift pode cantar 100% todo o seu catálogo, passado e presente, no AMAs”. O funcionário acrescenta que a BM não tem problema nenhum com sua apresentação na transmissão ao vivo, porque reconhece que não tem o direito de bloquea-la. O funcionário diz: “Nossa confusão com a declaração dela é que não temos o direito legal de impedir isso e nunca tentamos. Ela e sua equipe sabem disso”. Fato é… A Big Machine está correta. As gravadoras não podem impedir os artistas de tocarem suas músicas – deles ou de outras pessoas – ao vivo, e como o AMAs será transmitido ao vivo… participe, Taylor. Aliás… é interessante. Taylor apresentou “Shake it Off” – uma música de seu catálogo da Big Machine – ao vivo no “Good Morning America” ​​em 22 de agosto.


O executivo da Big Machine também diz: “Estamos empolgados por todos os fãs dela, pois toda a confusão já foi esclarecida e agora damos as boas-vindas a Taylor por poder cantar todos os seus hits nos AMAs”.
Matéria publicada pelo site TMZ e traduzida na íntegra pelo nosso Taylor Swift News Brasil.

Post por: taylorswiftnbr
15nov19
MARCADO EM: destaqueNotícias
O tempo de deixar homens ganharem crédito pela sua arte acabou

Se você entrou na Internet hoje, certamente sabe que outro capítulo está se desenrolando na saga Taylor Swift vs Scott Borchetta / Scooter Braun. Detalhadamente, Taylor esgotou todas as vias de negociação com eles em particular e revelou ao mundo que eles estavam tentando impedi-la de tocar uma mistura de músicas que ela escreveu durante o American Music Awards na próxima semana.

Caso você não saiba da história toda, Taylor assinou um contrato com a Big Machine Records aos 14 anos. O contrato dizia que tudo o que ela escreveria a partir de então pertencia a sua gravadora. Não importava que fosse ela apenas quem escreveu essas músicas, que fossem palavras sobre seus rompimentos, amizades e melhores / piores momentos da vida durante a década mais significativa de sua vida. Elas pertenciam a um grupo de homens em um grande escritório de vidro.

Nós não somos todos como Taylor. De fato, basicamente, nenhum de nós é. Não temos milhões de fãs, ingressos esgotados em estádios e várias casas. Mas as mulheres em todo o mundo sabem como é assistir alguém – geralmente um homem – receber crédito por nosso trabalho. Com que frequência, quando isso acontece, você se pronuncia, em vez de simplesmente permitir que isso aconteça?

Taylor me ajudou quando eu chorava por garotos que não me notavam, reclamando de homens que haviam partido meu coração e lamentando amizades que acabavam em chamas. Como muitos músicos, se você quer chorar por garotos ou rompimentos, ela tem cobertura (te ajuda com suas canções). Mas ela também é a única a quem recorro em momentos de confusão sobre minha carreira.

Estudos mostram que homens tendo crédito e ganhando dinheiro com as conquistas das mulheres é comum. E, embora, é claro, a gravadora que assinou com Taylor antes de ser famosa tenha o direito de ganhar dinheiro com seu trabalho, eles realmente têm o direito de impedi-la de cantar as palavras que ela escreveu? De tocar músicas que não existiriam se não fosse por ela?

Sempre houve algo um pouco constrangedor nesses homens mais velhos, sentados em uma sala de reuniões, vendo os dólares rolarem dos corações partidos, dos primeiros amores, das provações e das angústias de uma adolescente. Mas para eles continuarem a ganhar dinheiro com suas experiências de vida enquanto estão a proibindo de canta-las? Isso está além do sombrio.

Embora a apresentação de seus sentimentos possa ser mais polida em 2019 do que em 2009, ela ainda está fazendo a mesma coisa: dizendo a verdade sobre como se sente.

Mulheres de todo o mundo são incentivadas a jogarem bem, ficarem caladas e serem doces. Açúcar, especiarias e todas essas coisas. Taylor Swift se recusa a jogar esse jogo. Tirando o fato de que se importar com dinheiro e defender seus direitos autorais não sejam marcas de uma estrela pop sexy, Taylor fez isso ao longo de sua carreira.

Quando Taylor tomou uma ação legal por seu trabalho ter sido usado sem sua permissão, ela foi chamada de pirralha. Quando ela se recusou a permitir que a Apple Music usasse seu trabalho sem pagar o valor de mercado, ela foi criticada por ser exigente. Toda vez que ela afirma publicamente que quer ser tratada com respeito, ela é instruída a calar a boca. E ela nunca faz. É por isso que ela é importante.

É claro que as mulheres que desobedecem não costumam se safar. Swift foi atingida várias vezes pela imprensa, nas redes sociais, por outras celebridades, por sua recusa em permanecer calada. Previsivelmente, há pessoas em toda a Internet comentando que a culpa foi dela por assinar o contrato (com 14 anos), que ela deveria calar a boca e superar isso, que estava fazendo barulho por nada. Mas é isso mesmo. Seja cantando sobre garotos que a traíram, escrevendo letras sobre amigos que a ferraram ou assumindo empresas multinacionais que não querem pagá-la, Taylor nunca esteve disposta a ficar de boca fechada – algo que todos nós poderíamos imitar em nossas próprias vidas. É por isso que sua recusa inflexível de ceder a Borchetta e Braun é tão importante.

Está matéria foi publicada pela Grazia Daily e traduzida na íntegra pelo nosso Taylor Swift News Brasil.


Post por: taylorswiftnbr
15nov19
MARCADO EM: destaqueEXCLUSIVONotícias
Documentário da Taylor Swift, que seria exibido na Netflix é suspenso.
Documentário é suspenso temporariamente.

A proibição de Scott Borchetta e Scooter Braun, em relação a Taylor cantar suas canções, não será restrito apenas na tv e sim em todos os projetos que ela pensar em fazer. Segundo informações obtidas com exclusividade, a cantora está proibida de regravar suas músicas, não pode fazer comerciais usando a trilha sonora de canções antigas inclusive o do último álbum o reputation, além disso foi revelado que nem mesmo os programas de tv estão autorizados a tocar as músicas dela, quando a mesma estiver presente.

Nossa fonte nos confidenciou, que os advogados da cantora estão tentando fazer o possível para reverter essa situação. Porém somente eles, os donos dos álbuns podem fazer alguma coisa. Estamos todos atentos e traremos a qualquer momento, mais informações sobre este assunto.

Fonte exclusiva: Taylor Swift News Brasil (Mantenha a fonte original)

Post por: taylorswiftnbr
15nov19
MARCADO EM: destaqueNotícias
Taylor Swift é proibida pela sua antiga gravadora, de cantar suas canções.
Cantora não pode cantar seus antigos álbuns.

E caiu como uma bomba a carta divulgada pela Taylor Swift em sua conta oficial no Tumblr , na carta a cantora revela um dos seus projetos com a Netflix e também a proibição em cantar suas músicas.

Confira a tradução da carta aberta:

Gente – Foi anunciado recentemente que o American Music Awards vai me homenagear com o prêmio Artista da Década na cerimônia deste ano. Eu planejava fazer uma medley dos meus hits ao longo da década no programa. Scott Borchetta e Scooter Braun agora disseram que não tenho permissão para tocar minhas músicas antigas na televisão, porque eles alegam que regravariam minha música antes que eu esteja autorizada no próximo ano (2020). Além disso – e não era assim que eu planejava lhe contar essas notícias – a Netflix criou um documentário sobre minha vida nos últimos anos. Scott e Scooter recusaram o uso das minhas músicas ou gravações mais antigas para este projeto, mesmo que não haja menção a elas ou à Big Machine Records em nenhum lugar do filme. Tradução: O nosso Taylor Swift News Brasil.

Essa notícia nos deixa muito tristes, pois infelizmente existem pessoas ruins nesse mundo e que só pensam em si mesmos ou em lucrar , aos custos dos outros. O TSNBR esta em contato com os representantes da Taylor , para ter acesso a mais informações. Fiquem ligados em nossas redes sociais.

Post por: taylorswiftnbr
21set19
MARCADO EM: destaqueEXCLUSIVONotícias
Após Lover, Taylor Swift deve dá uma pausa na carreira.

E uma notícia nada boa chegou ao nosso site, tratasse do afastamento da cantora Taylor Swift da música! Segundo uma fonte exclusiva, ela estaria pensando em se afastar dos palcos por 2 á 3 anos, isso significa sem apresentações em programas de tv e de rádio.

Além disso, a Taylor estaria pensando nisso desde o lançamento do álbum reputation, porém assinatura do novo contrato com a gravadora universal, impediu que ela fizesse isso, já que ela tinha que lançar um novo álbum ainda este ano.

Taylor Swift nunca teve uma pausa na carreira, sempre emendou um trabalho no outro, com pouco intervalo de tempo. Para se ter uma ideia, em 2017 ela lançou reputation e em 2018 a sua tour. Já neste ano de 2019 ela lançou em 23 de agosto o álbum lover e já em 2020 vai ter uma nova turnê.

Sabe oque é isso gente? Muito trabalho, ela nunca para e sempre tá criando coisas novas, a cabeça dela não para e isso é muito cansativo!

Nossa fonte também nos garantiu, que ela já teria conversado com toda sua equipe e que inclusive eles teriam concordado. É nítido que todos precisam de um tempo, para pensar, para criar ritmos. A Taylor caso oficialize esse afastamento, será por um bom motivo.

Fonte Exclusiva: Taylor Swift News Brasil

Texto: Mario Santana

Post por: taylorswiftnbr
19set19
MARCADO EM: destaqueNotícias
Confira entrevista completa e traduzida, da Taylor Swift para a revista Rolling Stone.

Em sua entrevista mais profunda e introspectiva em anos, Swift nos conta tudo sobre o caminho turbulento para ‘Lover’ e muito, muito mais.

Taylor Swift entra sorrindo na cozinha da casa de sua mãe em Nashville e se parecendo muito com Taylor Swift (aqueles lábios vermelhos, clássicos? Estão presentes). “Preciso que alguém me ajude a pintar meu cabelo de rosa”, ela diz e, momentos depois, as pontas acabam combinando com seu esmalte cintilante, tênis e as listras em sua camisa. Tudo para manter a estética pastel de seu novo álbum, Lover, a Taylor que vestia coturnos de couro preto no ciclo de seu álbum anterior devolveu o telefone. Ao redor da ilha de granito preto na cozinha tudo está calmo e normal, enquanto a mãe, pai e irmão mais novo de Swift passam por ali. Os dois cachorros de sua mãe, um muito pequeno e outro muito grande, pulam nos visitantes com uma felicidade babada. Poderia ser como qualquer pessoa de 29 anos visitando os seus pais, se não fosse pela loucura que estava se formando a poucos passos no final do corredor.

Em um terraço arejado, 113 fãs estão excitados, chorando, tremendo e ainda não acreditando que estão esperando pelo começo de uma das sessões secretas de Swift, um dos rituais sagrados do reino de Swift. Ela está prestes a tocar para eles o seu sétimo álbum, que ainda não foi lançado durante esta tarde de domingo no começo de Agosto, e oferecer à eles vários comentários. Ela também fez cookies. Um pouco antes da sessão, Swift senta no escritório de sua mãe (onde ela “opera o Google”, segundo a filha) para conversar por alguns minutos. O quarto de paredes pretas está decorado com fotos clássicas em preto de branco de astros do rock que inclui Bruce Springsteen e, sem surpresas, James Taylor. Também tem alguns cliques mais recentes de Swift posando com Kris Kristofferson e dela tocando com o Def Leppard, a banda preferida de sua mãe.

No canto está um violão que Swift tocou quando era adolescente. Ela certamente escreveu algumas canções famosas nele, mas não consegue lembrar quais foram. “Seria meio estranho terminar uma música e ficar ‘e este momento, hei de lembrá-lo’”, ela diz rindo. “Esse violão foi ungido com a minha afinação sagrada!”.

A sessão secreta por si só é, como o nome já sugere, totalmente fora dos registros. Podemos confirmar que ela tomou vinho branco, já que a sua taça aparece em algumas fotos no Instagram. Ela fica até as 5 da manhã conversando e tirando fotos com todos os fãs. Cinco horas depois, continuamos a nossa conversa mais longamente no apartamento de Swift em nashville, praticamente no mesmo lugar em que fizemos uma de nossas entrevistas para a matéria da sua capa de 2012 da Rolling Stone. Ela não mudou quase nada da caprichosa decoração nos últimos sete anos (uma das poucas adições é uma mesa de sinuca que substitui o sofá em que nos sentamos na última vez), então é como se fosse uma cápsula do tempo da antiga Taylor. Ainda tem um coelho gigante feito de musgo em um canto, e uma gaiola de pássaros em tamanho humano na sala de estar, mesmo que a vista de lá seja agora de um prédio genérico que foi construído ao invés de distantes colinas verdes. Swift está descalça agora, em jeans azul claro e uma camisa azul amarrada na cintura. Seu cabelo está preso e a maquiagem é mínima.

Como resumir os últimos três anos de Taylor Swift? Em julho de 2016, depois que Swift expressou seu descontentamento com “Famous” de Kanye West, Kim Kardashian deu o seu melhor para destruí-la, liberando gravações clandestinas de uma conversa por telefone entre Swift e West. No fragmento de áudio, podemos escutar Swift concordando com a frase “… Taylor e eu podemos ainda transar”. Não escutamos ela descobrindo a próxima parte da letra, a que ela diz que a incomodou — “Eu fiz aquela vadia famosa” — e, como ela explicará, tem mais história do lado dela. A repercussão foi, bem, rápida e esmagadora. E ainda não acabou. Mais tarde naquele ano, Swift escolheu não apoiar ninguém publicamente nas eleições de 2016, o que definitivamente não ajudou. Como resultado de tudo isso, ela fez o Reputation — um pop poderoso, inteligente e quase industrial que foi contrabalanceado por músicas de amor de beleza cristalina — e teve uma turnê por estádios muito bem sucedida. Em algum lugar disso ela conheceu seu atual namorado, Joe Alwyn, e julgando por algumas músicas do Lover, o relacionamento é realmente sério.

Lover é o álbum mais adulto de Swift, um equilíbrio entre som e personalidade que abre as portas para a próxima década de sua carreira. É também o agradável retorno da diversidade sonora do Red de 2012, com faixas que vão da super dançante “Cruel Summer” que contou com a ajuda de St. Vincent até a insuportavelmente tocante “Soon You’ll Get Better” (com as Dixie Chicks) que tem ligações com o country e “Paper Rings” que tem a mesma alegria de “Shake it Off”.

Ela quer falar de música, certamente, mas também está pronta para explicar os últimos três anos de sua vida, a fundo, pela primeira vez. A conversa muitas vezes não é leve. Ela está mais arisca do que nos últimos anos, mas ainda tem o oposto de uma cara de jogador de poker — você consegue ver cada micro emoção passar pela sua cara enquanto ela pensa na pergunta, seu nariz torcendo com uma ofensa semi-irônica ao termo “estrelas do pop raíz”, seus olhos absurdamente azuis brilham quando ela fala de assuntos mais pesados. Em seus piores momentos, ela diz, “você se sente como se estivesse sendo puxado pela correnteza. O que você vai fazer? Se debater? Ou segurar a respiração e esperar que de alguma maneira você volte à superfície? Foi o que eu fiz. E levou três anos. Sentar aqui para dar uma entrevista — e o fato que já fizemos uma entrevista antes é o único motivo que não estou suando de nervoso”.

Quando nos falamos há sete anos, tudo estava indo tão bem para você, e você temia que algo fosse dar errado.

É, eu meio que sabia que isso aconteceria. Sentia que estava andando pela calçada, sabendo que eventualmente ela ia se desfazer e eu iria cair. Você não pode ganhar o tempo todo e as pessoas gostarem disso. As pessoas amam muito o que é “novo” — eles te colocam no topo do mastro e te deixam lá tremulando por um tempo. E, então, decidem que “espera, agora eu amo essa nova bandeira”. Decidem que algo que você está fazendo não é certo, que você não está representando o que deveria representar. Você é um mau exemplo. Então, se você continua fazendo música e você sobrevive, e você continua se conectando com as pessoas, eventualmente eles te sobem um pouquinho no mastro de novo, e então vão te colocar para baixo, e para cima de novo. E isso acontece mais com as mulheres do que com os homens na música.

Isso também te aconteceu outras vezes em proporções menores, não?

Tive vários momentos agitados em minha carreira. Quando tinha 18 anos falavam “não é verdade que ela compõe as músicas”. Então compus o meu terceiro álbum sozinha como uma reação àquilo. Então decidiram que eu era uma namoradeira em série — uma canibal louca por meninos — quando tinha 22 anos. Então não namorei ninguém durante, tipo, dois anos. Então decidiram em 2016 que tudo sobre mim era errado. Se eu fazia algo bom, era pelos motivos errados. Se fazia algo corajoso, não tinha feito certo. Se me impunha, estava sendo birrenta. Então eu acabei dentro de uma câmara que ecoava as chacotas. É como — tenho um irmão que é dois anos e meio mais novo e passamos a primeira metade de nossas vidas entanto nos matar e a segunda metade como melhores amigos. Sabe aquela brincadeira de criança? Eu dizia: “Mãe, posso pegar água?” e Austin dizia: “Mãe, posso pegar água?” e eu ficava: “Ele está me copiando”. E ele dizia: “Ele está me copiando”. Sempre em uma voz irritante que parece distorcida. Foi como me senti em 2016.

Mas você também teve coisas boas acontecendo em sua vida nesta época — isso é parte do Reputation.

Os momentos da minha história verdadeira naquele álbum são músicas como “Delicate”, “New Year’s Day”, “Call it What You Want”, “Dress”. A mensagem subliminar, a piada interna, do Reputation é que ele é uma história de amor. Foi uma história de amor dentro do caos. Todos os hinos de batalhas metálicas cheias de armas era o que acontecia do lado de fora. Era essa a batalha que estava acontecendo do lado de fora da minha janela, e então, tinha o que acontecia dentro do mundo — meu recém descoberto mundo quieto e confortável que estava acontecendo sob as minhas regras pela primeira vez… É estranho porque em alguns dos piores momentos da minha carreira, e reputação, se puder ousar dizer, eu tive os momentos mais bonitos — na vida calma que escolhi ter. E eu tive algumas das memórias mais incríveis com os amigos que sabia que se importavam comigo, mesmo quando todo mundo me odiava. As coisas ruins foram realmente significativas e prejudiciais. Mas as coisas boas que ficam. As boas lições — você percebe que não pode simplesmente mostrar a sua vida para as pessoas. 

Como assim?

Eu era como um Golden Retriever, ia com todo mundo balançando o meu rabo. “Sim, claro! O que você quer saber? O que precisa?” Agora, acho, que tenho que ser mais como uma raposa. 

Os seus arrependimentos também vão para a maneira com que o seu “grupo de garotas” foi visto?

Sim, eu nunca imaginaria que as pessoas pensariam: “Esse é um grupo que não teria me aceitado se eu quisesse entrar.” Puta merda, isso me atingiu em cheio. Eu fiquei tipo: “Oh, isso não saiu como eu esperava”. Achava que seria como se todas pudéssemos nos unir, assim como os homens fazem. O patriarcado permite que os homens tenham grupos de irmãos. Se você é um artista masculino, há uma compreensão de que você tem que respeitar os seus colegas.

Enquanto se espera que as mulher briguem entre si?

Acham que todas odiamos umas às outras. Mesmo que estejamos sorrindo e sendo fotografadas juntas nos abraçando, acham que temos uma faca no bolso.

Quão perigoso foi se ver tendo esse tipo de pensamento?

A mensagem é perigosa, sim. Ninguém está imune porque somos um produto do que a sociedade e grupos de entendidos e, agora, a internet nos diz que somos ao menos que aprendamos algo diferente com a experiência.

Você já cantou sobre uma estrela que “pegou seu dinheiro e dignidade e deu no pé”. Em 2016 você escreveu em seu diário: “Este verão é o apocalipse”. O quão perto você chegou de largar tudo?

Definitivamente pensei muito sobre isso. Pensei como as palavras são a única maneira que sei de entender o mundo e me expressar — e agora qualquer palavra que eu diga ou escreva estão sendo deturpadas contra mim. As pessoas amam a exaltação do ódio. É como se fossem piranhas. As pessoas se divertiram muito me odiando e não precisam de muitos motivos para isso. Sentia que a situação não tinha muito o que se fazer. Escrevi muitos poemas amargurados e passivos-agressivos constantemente. Escrevi muitos artigos que sabia que nunca publicaria, sobre como é sentir que você está em uma espiral da vergonha. E eu não sabia como aprender com isso. Porque eu não tinha certeza o que eu fiz que era tão errado. Foi muito difícil para mim, porque não suporto quando as pessoas não aceitam críticas. Eu tento me auto-examinar e, mesmo que isso seja muito difícil e dolorido algumas vezes, tento entender o motivo pelo qual as pessoas não gostam de mim. E eu entendo porque as pessoas podem não gostar de mim. Porque, sabe, as minhas inseguranças já me disseram essas coisas — e coisas mil vezes piores.

Mas alguns de seus críticos se tornaram seus amigos, certo?

Algumas das minhas melhores amizades vieram as pessoas me criticando publicamente e então se abrindo para conversar. Hayley Kiyoko fez uma entrevista em que ela deu um exemplo sobre como eu cantava sobre relações hétero e ninguém enchia o meu saco como enchem o dela por cantar sobre garotas — e é muito válido. Tipo a Ella — Lorde — a primeira coisa que ela disse sobre mim publicamente foi uma crítica à minha imagem ou algo assim. Mas não posso responder a alguém dizendo: “Você, como ser humano, é falso”. E se dizem que você sempre se faz de vítima, isso completamente destrói sua habilidade de dizer como se sente a não ser que seja algo positivo. Então, OK, eu devo sorrir o tempo todo e nunca dizer que algo me incomoda? Porque isso é bem falso. Ou eu deveria ser verdadeira sobre como me sinto e ter respostas válidas e verdadeiras para coisas que aconteceram na minha vida? Mas, espera, seria que isso é se fazer de vítima?

Como você escapa desta armadilha mental?

Desde que eu tinha 15 anos, se as pessoas me criticavam por algo, eu mudava. E você percebe que pode ser uma colagem de críticas que foram lançadas à você e não uma pessoa que escolheu essas coisas por si só. Então, decidi que precisava viver uma vida particular calma que não dê aberturas para discussões, dessecamentos e debates. Não percebia que estava convidando as pessoas a sentir que tinham o direito de comandar a minha vida como em um vídeo game.

“A Taylor antiga não pode atender no momento. Por quê? Porque ela morreu!” foi engraçado — mas o quão sério devemos levar isso?

Tem uma parte de mim que definitivamente sempre será diferente. Precisava crescer em várias maneiras. Precisava adotar limites para descobrir o que era meu e o que era do público. Aquela antiga versão de mim que compartilha infalivelmente e sem um piscar de olhos com um mundo que provavelmente não é o mais indicado para receber aquilo? Acho que isso já era. Mas foi, definitivamente, apenas um momento divertido no estúdio comigo e com o Jack Antonoff em que eu queria brincar com a ideia de uma ligação — porque é como tudo isso começou, uma ligação besta que eu não deveria ter atendido.

Seria muito mais fácil se for isso que você acabou de dizer.

Seria muito, muito bom se eu tivesse só dito isso. [risadas]

No entanto, parte da iconografia de Lover sugere o retorno da antiga Taylor.

Acho que nunca me inclinei tanto na antiga versão mais criativa de mim quanto fiz neste álbum, em que é muito, muito autobiográfico. Mas com momentos muito pegajosos e momentos de confissões pessoais extremas.

Você fez algo errado, em sua perspectiva, ao lidar com aquela ligação? Tem algo que você se arrepende?

O mundo não entendeu o contexto e os eventos que levaram àquilo. Porque nada nunca acontece sem nenhuma introdução. Algumas coisas aconteceram que fizeram com que eu ficasse brava quando ele me chamou de vadia. Não foi uma coisa isolada. Basicamente me cansei da dinâmica entre eu e ele. E não foi baseado apenas no que aconteceu naquela ligação e com aquela música — foi meio que uma reação em cadeia à algumas coisas.

Comecei a sentir que tínhamos nos reconectado, o que pareceu ótimo para mim — porque tudo o que eu queria em toda a minha carreira desde que aquilo aconteceu em 2009 foi que ele me respeitasse. Quando alguém te desrespeita tão efusivamente e diz que você literalmente não merece estar aqui — eu queria muito esse tipo de respeito da parte dele, e eu odeio isso sobre mim, que eu ficava: “Esse cara está me antagonizando, eu quero a aprovação dele”. Mas é onde eu estava. Então íamos jantar e tudo mais. E eu estava muito feliz, porque ele dizia coisas bem legais sobre a minha música. Parecia que estava me curando de uma rejeição de quando era criança ou algo de quando tinha 19 anos. Mas o VMAs de 2015 chegou. Ele ganhou o Prêmio de Vanguarda. Ela me ligou antes — e eu não gravei de maneira ilegal, então não posso colocar para você ouvir. Mas ele me ligou, tipo que uma semana antes do evento, e conversamos por mais ou menos uma hora e ele me disse: “Eu quero muito, muito, que você apresentasse esse Prêmio de Vanguarda para mim, significaria muito para mim”, e começou a me dizer os motivos pelos quais isso significava muito, porque ele pode ser muito doce. Ele consegue ser o mais doce. E eu estava muito animada que ele tinha me pedido aquilo. Então escrevi um discurso e quando chegamos no VMAs e eu faço o discurso, ele grita: “A MTV chamou a Taylor Swift para me dar esse prêmio pela audiência!” [As palavras exatas dele: “Sabem quantas vezes eles anunciaram que a Taylor me daria o prêmio porque daria mais audiência?”] e eu estou de pé na platéia abraçando a esposa dele e um calafrio correu o meu corpo. Eu percebi que ele era muito duas caras. Ele quer que eu seja legal nos bastidores mas quer ser legal, ir pra frente de todo mundo e falar merda. E eu estava bem chateada. Ele queria que eu fosse conversar com ele depois do evento no camarim. Eu não fui. Então ele mandou um arranjo enorme de flores no dia seguinte para se desculpar. E eu fiquei tipo: “Quer saber? Eu realmente não quero que fiquemos em um mal entendido de novo. Então, que seja, vou superar isso”. Então quando ele me liga e eu fiquei bem tocada que ele foi respeitoso de me dizer sobre essa frase na música.

A frase era “Taylor e eu ainda podemos transar”?

[Afirma] E eu fiquei tipo: “OK, bem. Estamos de boa de novo”. E quando eu escutei a música fiquei: “Estou farta disso. Se você quer ter rusgas, vamos ter rusgas, mas seja verdadeiro sobre isso”. E então ele literalmente fez a mesma coisa com o Drake. Ele afetou gravemente a trajetória da família do Drake e suas vidas. É a mesma coisa. Se aproxima a você, ganha a sua confiança e te detona. Eu realmente não quero mais falar sobre isso porque fico tão brava, e não quero falar de merdas negativas o dia todo, mas é a mesma coisa. Assistam ao Drake falar sobre o que aconteceu. [West negou qualquer envolvimento na revelação do filho de Drake feita pelo Pusha-T e se desculpou por enviar “energias negativas” para o Drake]

Quando você chegou ao momento que é descrito na primeira faixa do Lover, “I Forgot That You Existed”?

Foi em algum ponto da Reputation tour, que foi a experiência mais transformativa emocionalmente da minha carreira. Aquela turnê me colocou no lugar mais saudável e equilibrado que eu já estive. Depois da turnê, coisas ruins podem acontecer comigo, mas não acabam mais comigo. O que aconteceu há alguns meses com o Scott Borchetta teria acabado comigo há três anos e me silenciado. Eu ficaria aterrorizada de falar alguma coisa. Algo sobre aquela turnê me fez desconectar de uma parte da percepção pública que eu costumava basear toda a minha identidade, o que agora sei que não era nem um pouco saudável.

Qual foi a revelação?

É quase como se eu soubesse com mais claridade do fato de que o meu trabalho é entreter. Não é essa coisa enorme que às vezes meu cérebro acha que é, e algumas vezes a mídia acha que é, em que estamos todos num campo de guerra e que todo mundo vai morrer, exceto uma pessoa que vence. É como: “Não, sabe do quê? Katy será legendária. Gaga será legendária. Beyoncé será legendária. Rihanna será legendária. Porque o trabalho que fizeram é muito maior que a miopia do ciclo de notícias que quer caçar-cliques em 24 horas”. E, de alguma forma, percebi isso durante a turnê enquanto olhava a cara das pessoas. Somos pessoas que entretém, e deveria ser divertido.

É interessante ver esses álbuns como uma trilogia. 1989 realmente foi um botão de reset.

Em diversas maneiras. Tenho sido muito vocal sobre como aquela decisão foi minha e só minha, e definitivamente encontrou muita resistência. Internamente. 

Depois de perceber que as coisas não eram só sorrisos com o seu antigo chefe, Scott Borchetta, é difícil não imaginar quanto conflito extra não existia com coisas deste tipo.

Muitas das melhores coisas que fiz criativamente foram coisas que eu tive que realmente lutar — e digo lutar agressivamente — para que acontecessem. Mas, sabe, não sou como ele que faz alegações loucas e mesquinhas sobre o passado… Quando você tem uma relação de negócios com alguém por 15 anos, vão ter vários altos e baixos. Mas eu realmente, de verdade, achei que ele me via como a filha que nunca teve. E então, mesmo que tivéssemos muitos momentos ruins e diferenças criativas, eu ficaria com as coisas boas. Eu queria ser amiga dele. Achava que sabia o que era traição, mas isso que aconteceu com ele redefiniu traição para mim, só porque pareceu que foi algo de família. Ir de sentir que você é vista como uma filha para um sentimento grotesco de: “eu era o seu gado premiado que ele estava engordando para vender para o abatedouro que pagasse mais”.

Ele te acusou de ter recusado a marcha de Parkland e o concerto beneficiente de Manchester.

Inacreditável. O negócio é o seguinte: Todo mundo na minha equipe sabia que se o Scooter Braun nos oferece alguma coisa, não traga para mim. O fato de que os dois estão fazendo negócios depois das coisas que ele disse sobre Scooter Braun — é muito difícil de me chocar. E isso foi muito chocante. Eles são dois homens muito ricos e poderosos, usando $300 milhões do bolso de outras pessoas para comprar, tipo que, o trabalho mais feminino possível. Então eles fazem uma sessão de fotos brega em um bar, brindando com um copo de whisky à eles mesmo. Porque eles passaram por cima de mim e fizeram isso de maneira tão sorrateira que eu nem sabia que ia acontecer. E eu não poderia dizer nada sobre isso.

De algumas maneira, em uma questão musical, Lover soa como o seu álbum mais perto do indie.

Isso é incrível, obrigada. É definitivamente um álbum peculiar. Com esse álbum, eu senti que meio que me dei a permissão de revisitar temas mais antigos que eu costumava escrever sobre, talvez olhar para eles com um novo olhar. E para revisitar antigos instrumentos — antigos no sentido de que eu costumava utilizá-los. Porque quando estava fazendo o 1989, eu estava muito obcecada com o conceito do pop dos anos 80, mesmo que fosse anos 80 na produção ou anos 80 em sua concepção, só de ter um grande refrão — sendo grande de uma maneira proposital. E então com o Reputation, teve uma razão porque eu coloquei tudo em letra minúscula. Senti que ele não era propositalmente comercial. É estranho, porque esse foi o álbum que mais precisou de explicação e, ainda assim, é o que eu não falei nada sobre. Nas sessões secretas do Reputation eu meio que tinha que explicar para os meus fãs: “Sei que estamos fazendo algo novo aqui que nunca fiz antes”. Nunca tinha brincado com personagens antes. Para muitas estrelas do pop esse é um truque divertido, em que eles dizem: “Esse é o meu alter ego”. Nunca tinha brincado com isso antes. É bem divertido. E foi muito legal de brincar com isso na turnê — a escuridão, o bombardeio, a amargura e o amor, os altos e baixos de um álbum sobre reviravoltas emocionais.

“Daylight” é uma música muito bonita. Parece que poderia dar o nome do álbum.

Quase deu. Achei que talvez seria muito sentimental.

E acho que muito óbvio.

Certo, é, muito óbvio. Foi o que achei, porque eu meio que estava me referindo ao álbum como Daylight na minha cabeça por um tempo. Mas Lover, para mim, era um título mais interessante, um tema mais certeiro na minha cabeça e mais elástico como conceito. É por isso que “You Need to Calm Down” pode fazer sentido dentro do tema do álbum — uma das coisas que ela referencia é como algumas pessoas não são permitidas de viver suas vidas sem a discriminação baseada apenas em quem amam.

Para as músicas mais orgânicas neste álbum, como “Lover” e “Paper Rings”, você disse que imaginava uma banda de casamento tocando elas. Quão frequente este tipo de visualização forma o estilo de produção de uma música?

Algumas vezes eu tenho um tipo estranho de fantasia de em quais lugares as músicas seriam tocadas. Então, para músicas como “Paper Rings” ou “Lover” eu imaginava uma banda de festa de casamento, mas nos anos 70, então eles não poderiam tocar instrumentos que ainda não tinham sido inventados. Eu tenho todos esses visuais. Para o Reputation era um plano de fundo urbano durante a noite. Não queria nenhum — ou quase nenhum — instrumentos acústicos tradicionais. Imaginei galpões antigos que estão desertos e espaços de fábricas e todo esse cenário industrial. Então quis que a produção não tivesse nada de madeira. Não tem base de madeira naquele álbum. O Lover é, tipo que, completamente feito de um galpão com chão de madeira e algumas cortinas rasgadas voando com a brisa e campos de flores e, sabe, veludo.

Como você chegou nas metáforas de ensino médio para falar sobre política com “Miss Americana & the Heartbreak Prince”?

Tem muitas influências que eu exploro nesta música em particular. Escrevi ela alguns meses depois das eleições municipais e eu queria pegar a ideia de política e colocar em um lugar metafórico para ela existir. Então pensei sobre uma escola de ensino médio tradicionalmente americana, em que tem todos os tipos de eventos sociais que pode fazer com que alguém se sinta completamente alienado. Penso que muita gente no nosso cenário político está sentindo que precisa se juntar embaixo das arquibancadas e traçar um plano para fazer com que as coisas melhorem. 

Sinto que os fãs de Fall Out Boy tenham se sentido atraídos por esse título.

Eu amo muito o Fall Out Boy. As composições deles realmente me influenciaram, liricamente, mais do que qualquer um outro provavelmente. Eles pegam uma frase e mudam ela. “Complexo de Deus excitado/Dê uma estocada e tire”? Quando escutei isso fiquei: “Estou sonhando”. 

Você canta sobre “histórias americanas queimando a minha frente”. Quer dizer sobre as ilusões sobre o que a América é?

É sobre as ilusões de o que eu achei que a América era antes do nosso cenário político ter tomado esse rumo, e aquela inocência que tínhamos sobre isso. E é sobre a ideia das pessoas que vivem na América que só querem viver suas vidas, ganhar a vida, ter uma família, amar quem querem amar e ver essas pessoas perderem seus direitos ou ver essas pessoas não se sentirem em casa nas suas casas. Tem esse verso: “Vejo os caras maus se cumprimentando” porque não apenas algumas falas racistas e horríveis estão se tornando comuns no nosso clima político mas as pessoas que estão representando tais conceitos e essa maneira de ver o mundo estão comemorando e é terrível.

Você está em um lugar estranho ao ser uma estrela do pop loire dos olhos azuis nesta era — ao ponto em que até você apoiar alguns candidatos democratas, políticos de direita e até pior, achavam que você estava no lado deles.

Acho que eles não pensam mais isso. É, isso era chocante e eu não sabia disso até depois que aconteceu. Porque neste momento eu, por muito tempo, não tinha internet no meu telefone e a minha equipe e minha família estavam bem preocupados comigo porque eu estava em um momento ruim. E teve muita coisa com que eles lidaram sem me dizer nada. O que foi a primeira vez que isso aconteceu na minha carreira. Estou sempre no comando, tentando voar o avião que é a minha carreira na direção exata que quero levar. Mas teve um momento que eu tive que jogar as mãos pro céu e dizer: “Gente, não consigo. Não consigo fazer isso. Preciso que vocês assumam para mim e eu vou desaparecer”. 

Você está se referindo a quando um site de supremacia branca sugeriu que você estava do lado deles?

Eu nem vi isso, mas, tipo, se isso aconteceu, é nojento. Literalmente não existe nada pior do que supremacistas brancos. É repulsivo. Não deveria ter espaço para isso. Sério, eu tento aprender o máximo que posso sobre política e virou uma coisa que sou obcecada sendo que antes eu estava vivendo um uma ambivalência política porque a pessoa para quem eu votava sempre ganhava. Estávamos em uma época maravilhosa quando o Obama era presidente porque as outras nações nos respeitavam. Estávamos animados de ter essa pessoas digna na Casa Branca. Minha primeira eleição foi votando para ele quando ele chegou na presidência e então votando para reelegê-lo. Acho que muitas pessoas são como eu, em que elas não sabem que isso poderia acontecer. Mas estou focava nas eleições de 2020. Realmente focada. Focada em como eu posso ajudar e não atrapalhar. Porque eu também não quero que tudo saía pela culatra de novo, porque eu acho que o fato de as celebridades terem se envolvido na campanha da Hilary foi usado contra ela de várias maneiras.

Você foi bem criticada por não se envolver. Alguma parte sua se arrepende de não ter dito “foda-se” e ter sido mais específica quando pediu para que as pessoas votassem naquele novembro?

Totalmente. Sim, me arrependo de muitas coisas o tempo todo. É como se fosse um ritual diário.

Você estava convencida que iria sair pela culatra?

Foi o que literalmente aconteceu. É. É bem poderoso quando você legitimamente sente que os números provam que praticamente todo mundo te odeia. Tipo, quantificado. Não estou sendo dramática. E você sabe disso.

Tinham muitas pessoas naqueles estádios.

É verdade. Mas isso foi dois anos depois… Acho que, como partido, precisamos ser um time. Com os republicanos, se você está usando um boné vermelho, você é um deles. E se vamos fazer alguma coisa para mudar o que está acontecendo, precisamos nos juntar. Precisamos parar de dissecar porque alguém está do nosso lado ou se não está do nosso lado do jeito certo ou se colocaram isso da maneira correta. Precisamos não ter o tipo certo de democrata e o tipo errado de democrata. Precisamos ser tipo: “Você é um democrata? Irado. Entre no carro. Vamos para o shopping”.

Aqui vai uma pergunta difícil: como uma superfã, o que achou do final de Game of Thrones?

Ah, meu Deus. Passei muito tempo pensando sobre isso. Então, clinicamente nosso cérebro responde ao final da nossa série preferida da mesma maneira que nos sentimos quando um término acontece. Eu li isso. Não tem uma boa maneira para terminar. Não importa o que tivesse acontecido no final, as pessoas ainda estavam chateadas pelo fato de que acabou. 

Fiquei feliz que você confirmou que seu verso sobre a “lista de nomes” foi a referência à Arya.

Gosto de ser influenciada por filmes, séries, livros e essas coisas. Adoro escrever sobre a dinâmica de um personagem. E nem toda a minha vida será tão complexa quanto essa teia complicada de personagens nas séries e filmes.

Em uma época foi.

Isso é incrível.

Mas a ideia é de que enquanto a sua vida se torna menos dramática, você vai precisar tirar ideias de outros lugares?

Não sinto isso ainda. Acho que posso me sentir assim quando tiver uma família. Se eu tiver uma família. [Pausa] Não sei porque disse isso! Mas é o que aprendi de outros artistas, que eles protegem muito a vida privada, então tiveram que se inspirar em outras coisas. Mas, de novo, não sei porque disse isso. Porque não sei onde minha vida vai me levar ou o que vou fazer. Mas, agora, acho que é mais fácil de escrever do que nunca.

Você não fala sobre o seu relacionamento, mas você canta sobre ele revelando vários detalhes. Qual é a diferença para você?

Cantar sobre algo te ajuda a expressar isso em uma maneira mais assertiva. Você não pode, não importa como, colocar palavras em uma citação e mexer tanto com outra pessoa da mesma maneira quando você escuta as palavras com a perfeita representação sônica do sentimento… Existe sim um conflito em ser uma compositora que confessa seus sentimento e também ter a minha vida, você sabe, de 10 anos atrás, ser lançada em uma coisa da cultura pop.

Escutei você dizer que as pessoas ficaram muito interessadas em saber sobre quem cada música foi escrita, o que posso entender — ao mesmo tempo, vamos ser honestos, era um jogo que você também jogava, não?

Percebi desde cedo que, não importa o que acontecesse, era algo que ia acontecer comigo de qualquer maneira. Então quando você entende as regras do jogo que está jogando e como isso te afeta, você olha para o tabuleiro e faz a sua estratégia. Mas, ao mesmo tempo, escrever músicas nunca foi um elemento estratégico da minha carreira. Mas não tenho mais medo de dizer que outras coisas na minha carreira, como a maneira com que promovo um álbum, é totalmente estratégico. Estou farta de que mulheres não possam dizer que elas tem uma mentalidade estratégica para negócios — porque artistas masculinos podem. E estou cansada e farta de ter que fingir que eu não sou a mente por trás do meu negócio. Mas é uma parte diferente do meu cérebro da que eu uso para escrever.

Você é a mente por trás do seu negócio desde que era uma adolescente.

Sim, mas eu também tentei muito — e isso é algo que me arrependo — convencer as pessoas que eu não estava no comando da minha existência no mercado, ou o fato de que eu sento em salas de reunião várias vezes durante a semana para ter essas ideias. Senti que durante muito tempo as pessoas não queriam pensar que uma mulher na música não era simplesmente um acidente feliz e talentoso. Todas somos forçadas a ser tipo: “Ai, que pena, isso aconteceu de novo! Nós estamos indo bem! Ai, isso é ótimo”. Alex Morgan comemorar um gol na Copa do Mundo e ter que ouvir merda por isso é o exemplo perfeito de porque não nos permitem ostentar e celebrar, ou relevar que: “Ah, sim, isso fui eu. Eu que criei isso”. Acho que isso realmente não é justo. As pessoas amam tanto as novas artistas femininas porque conseguem explicar o sucesso daquela mulher. Existe uma trajetória fácil. Veja o final de Game of Thrones. Eu me identifiquei tanto com a história da Daenerys especificamente porque, para mim, ela retratou que é muito mais fácil para uma mulher atingir o poder do que mantê-lo.

Bom, ela cometeu assassinato…

É totalmente uma metáfora! Tipo, obviamente eu não queria que ela se tornasse esse tipo de personagem, mas ao tirar disso o que eu escolhi tirar, eu pensei que talvez eles estivessem tentando retratar que a caminhada dela até o topo foi muito mais fácil do que se manter lá, porque pra mim, os momentos em que senti que eu estava enlouquecendo foram quando eu estava tentando manter minha carreira da mesma forma que eu ascendi. É mais fácil conseguir poder do que mantê-lo. É mais fácil conseguir elogios do que mantê-los. É mais fácil conseguir atenção do que mantê-la.

Bom, eu acho que deveríamos ficar felizes que você não tinha um dragão em 2016…

[Enfática] Eu te disse que não aprovo o que ela fez! Mas digo, assistindo à série, talvez seja um reflexo de como tratamos mulheres no poder. Como nós totalmente vamos conspirar contra elas e tentar atingi-las até que elas sintam isso — essa mudança louca onde você se pergunta, tipo, “O que mudou?”. E isso aconteceu umas 60 vezes na minha carreira onde eu fico tipo, “Ok, você gostava de mim no ano passado, o que mudou? Acho que vou mudar para que eu possa continuar entretendo vocês.”

Você disse uma vez que sua mãe nunca poderia te punir quando você era pequena porque você faria isso consigo mesma. Essa ideia de mudar diante das críticas e precisar de aprovação – isso faz parte de querer ser boa, certo? O que quer que isso signifique. Mas isso parece ser uma verdadeira força motriz em sua vida.

Sim, isso é definitivamente muito perspicaz da sua parte. E a pergunta que me é colocada é: se você continuasse tentando fazer coisas boas, mas todos vissem essas coisas de maneira cínica e presumissem que elas fossem feitas com motivação e intenção ruins, você ainda faria coisas boas, mesmo que nada que você fez foi considerado tão bom? E a resposta é sim. Críticas construtivas são úteis para o crescimento da minha personalidade. Críticas infundadas são coisas que eu consigo ignorar agora.

Isso é algo saudável! É a terapia falando ou só a experiência?

Não, eu nunca fiz terapia. Eu converso bastante com minha mãe porque ela é a pessoa que viu tudo. Deus, demoraria tanto pra atualizar alguém sobre os últimos 29 anos da minha vida. E minha mãe viu isso tudo. Ela sabe exatamente de onde eu venho e a gente conversa sem parar. Às vezes eu costumava ter dias muito, muito ruins, e aí nós ficávamos no telefone por horas e horas. Eu escrevia algo que queria dizer e, em vez de postar aquilo, apenas lia para ela.

De alguma maneira eu conecto tudo isso à letra de “Daylight”, a ideia de “Há tantas linhas que eu cruzei sem perdão” — é um tipo diferente de confissão.

Eu fico feliz que você gostou desse trecho, porque isso é algo que me incomoda, olhar para trás e perceber que, não importa o que aconteça, você estragou tudo. Às vezes tem pessoas que estavam na sua vida e não estão mais — e não tem nada que você possa fazer sobre isso. Você não pode consertar, você não pode mudar isso. Eu disse aos fãs noite passada que às vezes, nos meus dias ruins, sinto que minha vida é uma pilha de porcarias acumuladas apenas das manchetes ruins ou coisas ruins que aconteceram, ou os erros que cometi, os clichês, os rumores, ou coisas que as pessoas pensam de mim ou tem pensado pelos últimos 15 anos. E isso foi uma parte do clipe de “Look What You Made Me Do”, onde eu tinha uma pilha de “eus” do passado brigando entre si. Mas é, essa parte indica minha ansiedade sobre como na vida você não pode acertar tudo. Várias vezes você faz a escolha errada. Diz a coisa errada. Machuca as pessoas, mesmo que você não tivesse intenção. Você realmente não sabe como consertar tudo aquilo. Quando vale, tipo, 29 anos.

Pra ser o Sr. “Rolling Stone” por um segundo, tem uma música do Springsteen que diz “Ninguém vai deixar esse mundo, amigo, sem sua camisa suja ou as mãos um pouco ensanguentadas”.

Isso é muito bom! Ninguém passa por isso ileso. Ninguém fica inteiro. Eu acho que essa é uma coisa difícil para muitas pessoas entenderem. Eu sei que foi difícil para mim, porque eu cresci pensando: “Se eu for legal, e se eu tentar fazer a coisa certa, sabe, talvez eu possa, tipo, acertar essa coisa toda”. Acontece que eu não posso.

É interessante olhar para “I Did Something Bad” nesse contexto.

Você pontuar isso é realmente interessante porque é algo que eu tive que reconciliar comigo mesma nos últimos anos — aquele tipo de complexo “bom”. Porque desde que eu era criança eu tentava ser gentil, ser uma boa pessoa. Tentava muito. Mas as pessoas passam por cima de você, às vezes. E como você responde a isso? Você não pode só sentar lá, comer sua salada e deixar acontecer. “I Did Something Bad” foi sobre fazer algo que ia totalmente contra ao que eu normalmente faria. Eu e a Katy [Perry] estávamos conversando sobre nossos signos… [Risadas] Claro que estávamos.

Essa é a melhor frase de todas.

[Risadas] Eu odeio você. Estávamos falando sobre nossos signos porque tivemos uma longa conversa onde nos reconectamos e tudo mais. E eu me lembro que nessa longa conversa ela disse “Se tomássemos uma taça de vinho aqui agora, nós duas estaríamos chorando.” A gente estava tomando chá. Tivemos algumas conversas muito boas.

Estávamos falando sobre como tivemos falhas de comunicação com as pessoas no passado, nem mesmo especificamente uma com a outra. Ela diz, “Eu sou de Escorpião. Escorpianos atacam quando se sentem ameaçados.” E eu pensava: “Bem, sou de Sagitário. Nós literalmente recuamos, avaliamos a situação, processamos como nos sentimos a respeito, levantamos um arco, puxamos a flecha para trás e disparamos.” Portanto, são maneiras completamente diferentes de processar dor, confusão, equívoco. E, muitas vezes, eu tive esse atraso em sentir algo que me machuca e dizer que me machuca. Você sabe o que eu quero dizer? Então eu posso entender porque as pessoas na minha vida ficam tipo: “Uau, eu não que era assim que você se sentia.” Porque eu demoro um pouco.

Se você assistir o vídeo do VMA de 2009, eu literalmente congelo. Eu só fico parada lá. E é assim que eu lido com qualquer desconforto, qualquer dor. Eu fico parada lá, congelada. E aí, depois de uns cinco minutos, eu sei como me sinto. Mas no momento eu provavelmente estou exagerando na reação e deveria ser legal. E aí eu processo isso e, em mais cinco minutos, se passou é passado e eu fico tipo, “Eu estava exagerando, tá tudo bem. Eu posso superar isso. Fico feliz por não ter dito nada grosseiro no momento.” Mas quando realmente é algo ruim que aconteceu, e eu me sinto muito machucada ou chateada, eu só entendo depois do fato. Porque eu tentei tanto sufocar aquilo, tipo, “Isso provavelmente não é o que você está pensando.” É algo que eu preciso trabalhar em mim.

Você poderia acabar se complicando.

Sim, com certeza! Em várias situações, se eu tivesse dito a primeira coisa que veio na minha cabeça, as pessoas ficariam, tipo, “Nossa”. E talvez eu estivesse errada, ou na defensiva. Então, há alguns anos, eu comecei a trabalhar em apenas responder às minhas emoções de um jeito mais rápido. E isso ajudou muito. Ajudou tanto porque às vezes você entra em discussões. Mas um conflito no momento é bem melhor do que um combate após o fato. 

Bom, obrigado!

Eu sinto como se tivesse acabado de sair de uma sessão de terapia. Como alguém que nunca fez terapia, posso dizer com certeza que essa foi a melhor sessão.

A TRADUÇÃO: NOSSA EQUIPE DO TAYLOR SWIFT NEWS BRASIL OFICIAL.

Post por: taylorswiftnbr
18set19
MARCADO EM: destaqueNotícias
Oficial! Taylor Swift vem ao Brasil em julho de 2020.
Foto: última Tour (Reputation)

Agora ela vem, finalmente a espera acabou! Marcado para o dia 18 de Julho de 2020, no estádio Allianz Park em SP. A notícia foi dada por ela mesma em seu perfil oficial no instagram, quem acompanha o tsnbr sabe muito bem que ela já estava prestes a anunciar as datas dos shows.

Porém oque chama atenção é o fato de ter só uma única apresentação, sendo que o publico dela aqui no Brasil é muito grande. Vale ressaltar que não foi divulgada a lista completa, pois ainda falta outros locais, vamos esperar pra ver se ela vai incluir outras cidades Brasileiras ou somente São Paulo mesmo.

Sobre nosso site:

Estamos abrindo vagas para novos integrantes, para São Paulo e fora do Brasil. Para mais informações, fiquem de olho em nossas redes socais.

Post por: taylorswiftnbr
17set19
MARCADO EM: destaqueNotícias
Taylor Swift muda de ideia e deve vir ao Brasil- diz jornalista.

Parece que a Taylor Swift mudou de ideia e deve vir ao Brasil! Segundo o jornalista Jose Norberto Flesch , a cantora virá em 2020 para alguns shows ainda em definição.

Estamos em busca de informações concretas, sobre a declaração do jornalista. Além disso, sabemos que se realmente for verdade, a própria Taylor Swift deve anunciar essa notícia.

Post por: taylorswiftnbr
31ago19
MARCADO EM: #TS7destaqueNotícias
Exclaim!: Crítica do Lover

Taylor Swift finalmente parece estar feliz.

Ela percorreu um longo caminho desde suas inocentes músicas de amor adolescente até sua fase de garota solteira e festeira na 1989 até sua vibe eu-contra-os-haters do reputation – e o Lover prova isso. 

O álbum é uma doce e sonhadora coleção de músicas que capturam a imagem de uma jovem que finalmente sabe o que quer em um parceiro para a vida toda, e parece ter encontrado.

A faixa título é um ode orquestral para as minúcias mundanas e o otimismo sobre um longo e feliz futuro, passado com alguém que ela chama de seu. É simples e comovente, com um tom de valsa, e uma das melhores músicas de amor de Swift até hoje. “The Archer” e “Afterglow” são mais reflexivas e introspectivas, com sutis synths dos anos 80 e compartilhando os poucos momentos de auto-dúvida no álbum.

Mas, na maior parte das vezes, as músicas soam como se saídas da fase “lua de mel”, no começo de um relacionamento. “I Think He Knows” e “London Boy” descaradamente deliciam-se na tontura de um novo amor, enquanto o choque otimista de “Paper Rings” e a doçura synth-pop de “Cornelia Street” posicionam esse novo amor como eterno. 

“False God” e “Afterglow” mostram uma Swift mais madura tanto no assunto quanto no som, falando sobre seus próprios defeitos em relacionamentos (algo que ela é frequentemente acusada de não fazer) e atraindo sons do R&B dos anos 90 na primeira e mais synths na segunda. 

Claro, ainda há algumas histórias de amor meio “conto de fadas” no Lover, como “Miss Americana and the Heartbreak Prince” (que já foi interpretada como uma grande alegoria política sobre a América e os democratas, por alguns) e a história amigos-de-infância-que-viram-namorados em “It’s Nice To Have a Friend” (com participação de estudantes da Regent Park School of Music, de Toronto).

Há algumas exceções que vão além do romance – a primeira faixa “I Forgot That You Existed” deixa claro desde o começo que Swift cansou de dramas insignificantes, mesmo que ela não perdoe ou esqueça; “The Man” pode soar como uma faixa pop animada, mas liricamente, é uma crítica devastadora ao machismo (particularmente na indústria musical); e “You Need To Calm Down” mostra Swift finalmente tornando público seu apoio à comunidade LGBTQ+ (mesmo que de forma desajeitada). E então temos “ME!”, que é uma exceção por todos os motivos errados – música de banda de marcha, um refrão enfurecedor de tão irritante e uma mensagem de amor próprio vinda direto de um especial para crianças – que incomoda mais ainda quando Brandon Urie do Panic! At the Disco substitui Swift nos vocais. 

Porém, a melhor de todas é “Soon You’ll Get Better”. Começando apenas com um violão, mostra Swift vulnerável como nunca esteve enquanto canta para sua mãe, que foi recentemente re-diagnosticada com câncer. “Você vai melhorar logo, porque você precisa”, ela implora, com backing vocals incríveis das Dixie Chicks. É um sentimento familiar para qualquer um que já perdeu ou quase perdeu alguém próximo, e é a prova viva de que Swift não precisa escrever sobre seus ex-namorados para escrever uma música de amor triste e de partir o coração.

Seguindo a mentalidade diversão-o-tempo-todo do 1989 e o resultado caótico de uma retaliação pública do reputation, Lover mostra Swift de volta a um solo estável. Suas composições estão mais cuidadosas, detalhadas e impressionantes que jamais estiveram, ela se situou em um espaço perfeito no pop, e parece que estar completamente apaixonada fez sua cabeça viajar até as nuvens um pouco. A melhor parte: Lover deixa que os fãs entrem no devaneio junto com ela. 

Matéria do site Exclaim!

Post por: taylorswiftnbr
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